Os Mistérios Do Átomo

Welberth Warbler Martins Ferreira




          Tanto quanto o ímã, o átomo também é um dipólo onde a única diferença existente entre eles é que o ímã é um dipólo magnético enquanto que o átomo é um dipólo eletromagnético. Esta conjuntura nos autoriza, para enxergar o átomo, a utilizar o ímã da seguinte forma: como o pólo norte do ímã se comporta como se fosse uma carga positiva e o próton nada mais é do que uma carga positiva, podemos usar o pólo norte do ímã para representar o próton. Analógicamente o elétron será representado pelo pólo sul. Seja um ímã permanente, longo o bastante para que os seus pólos estejam separados um do outro por uma distância infinita. Nestas circunstâncias, o campo magnético do pólo norte quase não interfere no campo magnético do pólo sul e vice-versa, ( a interferência, por ser muito pequena , é insignificante ) e por esta razão podemos desprezar a existência do pólo sul ou do pólo norte. Caso o pólo sul seja desprezado, teremos o monopólo elétrico cujo campo eletromagnético é positivo ( próton ) e caso o pólo norte seja desprezado teremos o monopólo elétrico cujo campo eletromagnético é negativo (elétron). Considere um dipólo magnético, longo o suficiente para que os seus pólos estejam separados um do outro por uma distância infinita. Despreze a existência do pólo sul. De agora em diante, este será o nosso monopólo elétrico no qual o campo eletromagnético é positivo (próton). O grande segredo do átomo está no fato de não podermos enxergar as partículas fundamentais da matéria. Se for possível visualizar estas partículas, poderemos facilmente desvendar todos ou quase todos os mistérios do átomo.            Já sabemos como enxergar o próton e o elétron , más falta agora descobrir um jeito de enxergar o nêutron. Para conseguir este intento vamos adotar o seguinte postulado: o ferro não tem a capacidade de atrair e nem de repelir as cargas positivas e negativas, más é atraído tanto pelas cargas positivas quanto pelas cargas negativas. Em outras palavras, o ferro é tão eletricamente neutro quanto o nêutron, e por esta razão , a partir de agora o nêutron passará a ser representado por uma barra de ferro.           Carga puntiforme é um corpo dotado de eletricidade, cujas dimensões são extremamente pequenas quando comparadas com a área da região do espaço, existente em torno dela, onde atua o campo elétrico o qual é gerado por sua carga elétrica. Nunca se esqueça que os prótons, nêutrons e elétrons, são cargas puntiformes, enquanto a barra de ferro e os ímãs não são. Devido a existência deste detalhe, é impossível para os ímãs e a barra de ferro recriar, com 100 % de perfeição, todos os fenômenos físicos e químicos gerados pelas cargas puntiformes, mas, conseguem reproduzir, as forças de atração e de repulsão, com uma porcentagem de realidade grande o suficiente para poder nos ajudar a compreender a coesão nuclear. Quando colocada nas proximidades do campo magnético de um ímã permanente, a barra de ferro passa a atrair qualquer objeto ferroso que estiver por perto. Este fenômeno nos leva a pensar que o ferro se transformou em um ímã. Será este pensamento realmente verdadeiro?           Se a barra de ferro for submetida a ação de um único campo magnético ou de dois campos magnéticos gerados por carga de sinais diferentes, a resposta é sim (ver ANEXO 1º ), mas se for submetido a ação de dois campos magnéticos gerados por corpos de mesma carga elétrica, então neste caso a resposta é não, pois, se fosse verdade, o ferro passaria a apresentar as mesmas propriedades magnéticas de atração e repulsão que é verificado no ímã verdadeiro em relação as cargas positivas e negativas. Deste modo, ao colocarmos uma barra de ferro entre os pólos positivos de dois ímãs, deveríamos observar as forças de atração e repulsão como mostra a Figura G.





O problema, é que ao invés da força de repulsão como mostra Figura G, o que realmente surge entre os dois pólos dos ímãs e a barra de ferro, são duas forças de atração como mostra a Figura H.






          Graças a estas forças de atração, os dois ímãs e a barra de ferro se unem como mostra a Figura I.



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